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Checagem sobre Direitos Humanos no Brasil: nos ajude a compartilhar essa experiência com o mundo!

May 22, 2019

Somos a primeira agência de checagem especializada em Diretos Humanos e pautas de mulheres, população LGBTQi, negritude e juventude do Brasil. Entendendo que essas populações são alvos preferenciais na crescente onda de boatos, imprecisões e notícias falsas que têm circulado no ambiente virtual e mesmo na imprensa, nos dedicamos à apuração, checagem e produção de informação de qualidade, baseada em dados públicos, sobre essas temáticas.

 

Ao longo de quase um ano de atuação, levantamos uma série de dados e informações que nos ajudam a compreender a situação de vulnerabilidade dessas populações no Brasil hoje. Queremos compartilhar essas e outras informações sobre o atual momento do Brasil e a importância da checagem no Global Fact 6, o maior evento de checagem do mundo! Fomos selecionadas para participar da edição deste ano, que acontece na África do Sul, e para garantirmos nossa participação precisamos de sua ajuda: conheça nossa campanha no Catarse clicando aqui e ajude a Eté a ser parte do Global Fact!

 

Conheça alguns dados que nos ajudam a compreender a situação dos direitos humanos no Brasil:

 

Mulheres: a cada minuto, são 9 vítimas de agressão

 

Pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Publicada em Conjunto com o Data Folha indicou que, a cada minuto, 9 mulheres foram vítimas de algum tipo de agressão no país em 2018. Segundo o Mapa da Violência de 2015, organizado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, o Brasil é o 5º país do mundo, em um grupo de 83 países, em que mais se matam mulheres. 


Além disso, os dados sistematizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no estudo de Estatísticas de Gênero (divulgado em março de 2018) demonstram significativa incidência de diferença salarial entre homens e mulheres.

 

As mulheres ganham, em média, 23,5% a menos do que os homens. O estudo de estatísticas de gênero também mostra grandes disparidades raciais nos salários do país. Entre pessoas brancas, o salário médio é de R$ 3.087 para homens e R$ 2.234 para mulheres. Já entre a população preta e parda, o salário médio é de R$ 1.624 para homens e R$ 1.283 para mulheres. Considerando a diferença entre o salário de homens brancos e mulheres negras, elas ganham 58,44% a menos que eles. 


A pesquisa do IBGE confirma ainda outro índice de desigualdade: mulheres dedicam 73% de tempo a mais do que os homens para trabalhos domésticos (18 horas semanais para mulheres contra 10,5 para homens).

 

 Foto: Marcos Santos/USP

 

LGBTQI: Brasil é o país em que mais assassina essa população

 

O último relatório do Grupo Gay da Bahia (GGB) apontou que 445 pessoas LGBTI foram mortas no Brasil em 2017, o que configura uma morte a cada 19 horas. O GGB é uma Organização Não-Governamental que atua há 38 anos levantando dados sobre violência LGBTIfóbica no país. A pesquisa aponta que o número de mortes, 30% maior do que o registrado em 2016, é o mais alto desde que a contabilização começou a ser feita, em 1980.


Já o relatório Estado dos Direitos Humanos no Mundo, elaborado pela Anistia Internacional, aponta, tomando como base os dados obtidos pelo GGB, que esse número coloca o Brasil na posição de país que mais assassina a população LGBTI no mundo.

 

Juventude Negra: encarceramento em massa e violência de Estado

 

De acordo com o Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen) do Departamento Penitenciário Nacional (Depen)/Ministério da Justiça, divulgado em 2017, o total de pessoas encarceradas no Brasil era de 726.712 em junho daquele ano. Desses, 40% ainda não possuíam condenação judicial e eram presos provisórios. O levantamento confirma que a juventude é a maioria entre os presos: 55% das pessoas encarceradas tem entre 18 e 29 anos. O estudo também indica o perfil racial da população carcerária, demonstrando que 64% dos presos são negros. Para efeito de comparação, a população geral tem 53% de pessoas negras.

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