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Haddad: "quase triplicamos o número de brasileiros e brasileiras nas universidades". Os dados estão incorretos

September 27, 2018

 Fernando Haddad no debate. Foto: Adriana Spaca/FramePhoto/Folhapress

 

No debate promovido ontem (26) pela Folha de São Paulo, Uol e SBT entre os candidatos à Presidência da República, Fernando Haddad, candidato do PT, afirmou: "ao longo dos 12 anos de estabilidade democrática, em que o resultado das urnas era respeitado, nós quase triplicamos o número de brasileiros e brasileiras nas universidades”. Checamos as informações. 

 

Dados do Censo da Educação Superior, elaborado pelo o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anisio Teixeira (Inep)/Ministério da Educação, mostram que, de fato, houve uma expansão do número de matrículas nas universidades brasileiras no período citado por Haddad. No entanto, os números apresentados pelo candidato estão exagerados. Entre 2003 (primeiro ano de governo Lula) e 2014 (quando se encerrou o primeiro mandato de Dilma Rousseff, marco que vem sendo adotado por Haddad para indicar o encerramento da "estabilidade democrática" nos governos do PT), o total de matrículas nas universidades brasileiras passou de 3.963.933 para 7.828.013. Em 2014, portanto, havia aproximadamente o dobro, e não o triplo, de estudantes nas universidades do país na comparação com 2003.  

 

Os dados mostram ainda que, em 2003, dos 3.963.933 estudantes, apenas 49.911 estavam no ensino à distância (desses, 39.804 em instituições públicas e 10.107 em instituições privadas). Já em 2014, o número de estudantes no ensino à distância subiu para 1.341.842. No ensino presencial, portanto, havia 6.486.171 alunos em 2014.

 

A comparação também traz informações sobre o número de alunos nas redes pública e particular de ensino superior. Em 2003, do total de alunos, somando os matriculados no ensino presencial e à distância, 1.176.174 estavam na rede pública e 2.760.759 na rede privadas. Já em 2014, havia 1.961.002 estudantes na rede pública e 5.867.011 na rede privada, considerando os matriculados no ensino presencial e à distância .

 

Em 2003, dos 3.887.022 estudantes que estavam no ensino presencial, 1.136.370 estavam na rede pública (instituições federais, estaduais e municipais) e 2.750.652 na rede privada. Em 2014, dos 6.486.171 alunos em cursos presenciais, 1.821.629 estavam na rede pública e 4.644.543 na privada.

 

O crescimento no ensino privado entre 2003 e 2014 foi, portanto, significativamente maior do que o registrado no ensino público. Cabe destacar, no entanto, que, dentre a rede pública, foi a esfera federal a que mais cresceu entre 2003 e 2014. Dos 1.136.370 alunos de ensino presencial em instituições públicas em 2003, 567.101 estavam em instituições federais; 442.706 em estaduais; e 126.563 em estaduais. Em 2014, dos 1.821.629 estudantes presencias na rede pública, 1.083.586 estavam em instituições federais; 576.668 em estaduais; e 161.375 em municipais. 

 

 

 

 

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