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Haddad: "Por falta de assistência estudantil à rede federal, alunos têm abandonado cursos no meio do caminho"

September 4, 2018

Em matéria publicada no Jornal Valor Econômico na quinta-feira (30/9), Fernando Haddad criticou a política educacional atual. Para o candidato a presidente, "Por falta de assistência estudantil à rede federal, alunos têm abandonado cursos no meio do caminho". O candidato se referia a políticas focadas nos Institutos  e Universidades Federais.

 

 

 

 

A Eté checou o dado e ele está:

 

Ao solicitar informações ao Ministério da Educação, recebemos as seguintes:

 

De acordo com a nota da assessoria de imprensa do MEC, "O valor empenhado é o recurso assegurado à instituição, ou seja, o valor está garantido independentemente de qualquer coisa. Esse é o recurso que precisa ser utilizado para comparações anuais, uma vez que o recurso “pago” de um ano pode ser de empenho de vários anos anteriores, o que distorce a comparação. Por isso, sempre utilizamos os recursos empenhados pelas instituições, pois eles são os mais fiéis e é a garantia de que uma instituição irá receber", afirmaram. Portanto, a informação sobre a redução da assistência estudantil é falsa.

 

No entanto, ao analisarmos a taxa de evasão escolar dos Institutos Federais (IFs) e Ensino Superior Federal a informação é verdadeira.

 

Nos Institutos Federais, como informa o relatório do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) em 2015 a taxa de evasão escolar é de 28,4%, em 2016 de 28,8% e em 2017 (última data de estudo realizado) é de 29,2%.

 

Quando buscamos os dados do ensino superior, essa margem também entra novamente em contradição. No entanto, é importante lembrar que a INEP, - principal instituição de pesquisas na área de educação e ligada ao MEC - só tem dados do ensino superior que vão até o ano de 2015. Conforme pode ser conferido neste infográfico extraído do Resumo Técnico Censo da Educação Superior de 2015, 2ª edição, publicada em 2018. Em 2013, a taxa de evasão do ensino superior é de 23,1%, em 2014 23,5% e, em 2015, é de 20,9%.

 

 Editado em 05/09

 

A resposta da assessoria de Fernando Haddad (PT) esclarece que os dados foram tirados Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD): "somente no ano de 2017, mais de 170 mil brasileiros entre 19 e 25 anos abandonaram a graduação, um aumento de 47,8% entre 2016 e o ano passado", diz a nota, que também traz a explicação de que o agravamento da crise econômica, a explosão do desemprego e o aumento da pobreza têm obrigado os jovens estudantes a demandarem ainda mais a assistência estudantil, sem que o governo apresente resposta satisfatória a esse problema.

 

 

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