©2018 by Eté.

Design Isabela Avellar

Boulos: “o Brasil é o país que mais mata LGBT no mundo”. Checamos!

August 26, 2018

 

O plano de governo do candidato Guilherme Boulos (PSOL/Coligação Vamos Sem Medo de Mudar o Brasil) afirma que “o Brasil é o país que mais mata LGBT no mundo”. Dedicando um capítulo específico do documento à pauta LGBTI, o plano apresenta propostas como o desenvolvimento de um plano nacional contra os crimes de ódio e violência LGBTIfóbica, o veto a qualquer lei que restrinja direitos dessa população, a elaboração de uma política nacional para a prevenção de discriminação e preconceito contra pessoas trans na infância e adolescência, a produção de material didático que paute diversidade de gênero e sexualidade para uso na formação de educadores, educadoras e estudantes, entre outras.

A Eté checou a afirmação sobre o assassinato de pessoas LGBT no Brasil e ela é:

 

 

 

 

Segundo relatório elaborado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), 445 pessoas LGBTI foram mortas no Brasil em 2017, indicando uma morte a cada 19 horas. O GGB é uma Organização Não-Governamental que atua há 38 anos levantando dados sobre violência LGBTIfóbica no país. A pesquisa deste ano aponta que o número de mortes, 30% maior do que o registrado em 2016, é o mais alto desde que a contabilização começou a ser feita, em 1980. Já o relatório Estado dos Direitos Humanos no Mundo, elaborado pela Anistia Internacional, aponta, tomando como base os dados obtidos pelo GGB, que esse número coloca o Brasil na posição de país que mais assassina a população LGBTI no mundo.

 

Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional, afirmou à reportagem da entidade na ocasião do lançamento do relatório: “O que acompanhamos com muita preocupação no último ano é que o Brasil tem liderado o número de assassinatos de diversos grupos: jovens negros do sexo masculino, pessoas LGBTI, defensoras e defensores de direitos humanos, grupos ligados à defesa da terra, população tradicionais e policiais. Temos a polícia que mais mata e que mais morre”.  A Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-DAPP), que elaborou mapa com os dados públicos sobre violência homofófica no Brasil, destaca a pequena disponibilidade dessas informações, tanto em âmbito nacional quando entre os estados.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Please reload

Posts Recentes

Please reload

Arquivo

Please reload

Tags

Please reload